Aprenda a recarregar seu iPod usando apenas uma cebola e Gatorade

26 11 2007





Radiohead no Brasil em 2008!

23 11 2007

E dessa vez não é boato! O guitarrista Ed O’Brian disse no programa Zane Lowe Show da BBC que a banda pretende tocar no Brasil e na Argentina no segundo semestre do ano que vem. Talvez a vinda do Radiohead tenha alguma relação com o TIM Festival, que já tenta trazer a banda a alguns anos.

Quem me deu a notícia foi meu amigo e parceiro de banda, Bozó. Foi ele que me emprestou o OK Computer por volta de 1999, e desde então eu sou fã e espero assistir o show do Radiohead. Tomara que dessa vez eles venham mesmo.

Nude ao vivo em 2005

Arpeggi ao vivo em 2006





Videoclipe Interativo de Neon Bible

22 11 2007

neonbible.jpg

Se o Radiohead provou com In Rainbows que as bandas não precisam mais das gravadoras, o Arcade Fire acabou de deixar a MTV um pouco mais antiquada com o lançamento do videoclipe interativo de Neon Bible. Nele o vocalista da banda reage a movimentos e cliques do mouse. O mais legal é que o clipe fica sempre diferente da vez anterior que você assistiu porque cada ponto da imagem leva a cenas e reações diferentes.
Clique aqui para assistir!





Música pop reciclada

19 11 2007

Música baseada em samples não é mais novidade. No final dos anos 80 essa já era a técnica mais usada para fazer bases de rap e foi aperfeiçoada por produtores geniais como Q-Trip, The Bomb Squad e Dust Brothers. No começo dos 90 os samples foram incorporados na música eletrônica por Dj Shadow, The Magnetic Fields e The Avalanches e logo chegaram a música pop. Jens Lekman é um jovem cantor/compositor/produtor sueco que faz folk-pop tradicional, parecido com Belle & Sebastian e Iron & Wine, mas que preferiu substituir o tradicional violão por samples de discos antigos de pop e folk (americano, britânico e de sua terra natal) e de discos clássicos da Motown.

Os samples são tão bem empregados por Lekman que parecem ter sido originalmente compostos para suas músicas. A primeira impressão que tive ao ouvir Night Falls Over Kortedala foi a de estar ouvindo um LP esquecido de uma coleção antiga de discos de vinyl (se você tem algum tio, avô ou mesmo pai que ainda tem um vitrola funcionando sabe do que eu estou falando). O disco é cheio de orquestrações grandiosas e instrumentos incomuns na música pop atual, como violinos, tubas e flautas. As letras de Lekman são propositalmente ingénuas e românticas para combinar com a música (“I would never kiss anyone/ Who doesn’t burn me like the sun”, “I’m Leaving You Because I Don’t Love You”) , sua voz grave e o jeito de cantar lembram muito Morrissey no tempo do Smiths.

Night Falls Over Kortedala é um disco melancólico e saudosista feito por um artista que não tem medo de inovar, mesmo quando está homenageando seus discos favoritos do passado.

Para quem gosta de: Belle & Sebastian, The Magnetic Fields, The Smiths e daquele LP do Burt Bacharach que o tio põe no final da festa.

Clipe de “Sipping On Sweet Nectar”





Blender.com e o Indie-Rock

17 11 2007

Para quem não aguenta mais ler sempre as mesmas revistas e sites sobre música (Rolling Stone, NME, Bizz, etc…) vale a pena conhecer o site Blender. Os reviews são sempre bem humorados, notícias diferentes daquelas que saem em todos os sites e, para quem é viciado em listas como eu, o site trás os 100 vídeos musicais mais vistos na internet e outras listas de diferentes assuntos.

Nesta semana eles publicaram uma lista dos 100 melhores discos de Indie-Rock, um ótimo guia para conhecer bandas e músicas novas. Eu vou comentar aqui os 3 primeiros colocados da lista.

3. The Replacements – Let It Be
O rock alternativo dos anos 80 é, na minha opinião, a evolução do punk e do pós-punk. O Replacements, junto com REM, Hüsker Dü e Sonic Youth, foram a primeira leva dessa evolução. Let It Be faz jus ao nome, é um disco que revisita várias vertentes do rock e do pop mas sempre com um pouco da agressividade e simplicidade do punk. Algumas músicas desse disco me fazem imaginar como seria um encontro do Clash com o Tom Waits.

2. Sonic Youth – Daydream Nation
Não existe rock ‘n’ roll sem guitarra. O Sonic Youth revolucionou a história do rock porque toca suas guitarras da maneira mais original desde Jimi Hendrix. Em Daydream Nation eles descobriram o ponto exato que separa barulho de música, e influenciaram toda uma geração de músicos a fazer o mesmo. Por isso este é o melhor disco indie de todos os tempos (na minha opinião, não na do site), porque sem ele o Pavement não teria existido.

1. Pavement – Slanted and Enchanted
O Pavement fez os discos que melhor representam o que é Indie-Rock. Eles gravavam seus discos como uma banda de garagem, todos tocando ao mesmo tempo e gravado em fita K7, fora de estúdios e sem recursos técnicos. Para o Pavement valia mais a espontaneidade do que a perfeição. A arte da capa de Slanted and Enchanted, feita com colagens de papel e “Liquid Paper”, combina com o seu conteúdo, Stephen Malkmus cantando desafinado as mais perfeitas canções Pop desde os Beatles.





EMI tentou enganar fãs do Radiohead

13 11 2007

Semana passada vários fãs do Radiohead estavam buscando informações sobre as apresentações da banda no WebCast radiohead.tv e sobre o futuro lançamento de In Rainbows no formato CD. No site google, ao buscar a palavra “Radiohead” aparecia no topo de todos os resultados de pesquisa o seguinte link pago:

Radiohead – New Album
www.radioheadstore.com New Album “Rainbow” now available as Boxset inc. CD, USB, Digital

Peraí, será que mudaram o nome do novo disco da banda? “New Album RAINBOW“? Pois aí que está a sacanagem. Se você clicasse nesse link dava de cara com os novos lançamentos da ex-gravadora do Radiohead, a EMI/Parlophone. Uma caixa com a discografia da banda, menos In Rainbows, que também pode ser comprada nos formatos mp3 e PenDrive. Um porta voz do Radiohead declarou que a banda não foi sequer consultada sobre o lançamento desses produtos e que desconhecia a origem do citado link.

No começo desta semana, um executivo da EMI, ao ser entrevistado pelo The Guardian acabou confessando que esse link tinha sido comprado pela Parlophone, mas que seria tirado do ar em alguns instantes. A EMI/Parlophone tentou enganar os fãs do Radiohead!

Esse episódio serviu para valorizar ainda mais a genial iniciativa do Radiohead de lançar In Rainbows na internet sem intermédio de nenhuma gravadora. A decadente indústria fonográfica continua desrespeitando a inteligência dos fãs de música, e por isso está com seus dias contados. In Rainbows pode ter sido o golpe de misericórdia.
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“Se a melhor banda do mundo não quer uma parte de nós, eu não
sei o que restou para esse negócio.”

Declaração anônima do executivo de uma grande gravadora
Européia para a revista Time

“Radiohead é a melhor banda do mundo; se você pode pagar o quanto quiser pela música da melhor banda do mundo, por que você pagaria pela música de alguém menos talentoso?”
Declaração anônima de um conceituado produtor musical
norte-americano à revista Time





Interpol vai tocar no Brasil em 2008

13 11 2007

Hoje foram confirmadas três apresentações do Interpol no Brasil em 2008. Dia 11 de março a banda nova-Iorquina toca em São Paulo e depois segue para Rio de Janeiro e Belo Horizonte, ainda sem datas definidas.

Os ingressos para o show de São Paulo, que acontecerá no Via Funchal, já estão à venda e custarão R$100 (pista), R$120 (mezanino) e R$160 (camarote). Se você é fã da banda é melhor comprar logo, os ingressos devem esgotar ainda esse ano. Assim que me sobrar algum vou garantir o meu!





Rob Gordon tentou te vender esse disco

13 11 2007

Era uma agradável manhã de sábado e a loja Championship Vynil estava cheia. Todos estavam procurando por algum som novo, alguma banda esquecida ou um disco raro com um preço camarada. Rob Gordon, o dono da loja, percebe a oportunidade de liquidar seu encalhe de CDs da Beta Band, uma ótima banda que não funciona comercialmente. Ele se aproxima de Dick, um de sues fiéis escudeiros, e diz: “I will now sell five copies of The Three EPs by The Beta Band”. Rob toca “Dry the Rain”, a primeira música do disco e logo tem que responder a um cliente que a música que está tocando é da Beta Band. Essa é uma das cenas mais legais do filme Alta Fidelidade, e foi assim que eu conheci esta banda. Comprei a trilha sonora do filme, principalmente por causa de “Dry the Rain” e queria achar o tal “The Three EPs” citado no filme, mas naquela época (2001 se não me engano) era quase impossível. Rob, apesar do interesse de alguns clientes naquele dia, ainda não vendeu todos aqueles discos.

Formada em 1996 em Edinburg na Escócia, a Beta Band logo lançou seu primeiro EP Champion Versions, que foi muito bem recebido pela crítica britânica. Em 1998 mais dois EPs foram lançados, The Patty Patty Sound e Los Amigos del Beta Bandidos, e no final desse mesmo ano, esses 3 EPs foram compilados em um único disco. “The Three EPs” não é um álbum, mas ironicamente é melhor do que qualquer um dos 3 também excelentes álbums lançados posteriormente pela banda, todos aclamados pela crítica e admirados por algumas das bandas de maior sucesso na época, como Radiohead e Oasis. Mesmo assim a Beta Band fracassou comercialmente e, sem esconder a frustração, anunciou seu fim através de uma nota em seu site oficial no final de 2004.

Essa não foi a primeira vez que banda realmente boa terminou por não fazer sucesso. Algumas das mais importantes bandas da história do rock terminaram porque foram praticamente ignoradas por grande parte do púplico enquanto estavam em atividade. Entre as mais conhecidas estão Velvet Underground, Stooges e Pixies. Todas essas bandas só tiveram reconhecimento comercial anos depois de seu fim. A Beta Band começa aos poucos a ser cultuada e pode estar seguindo o mesmo caminho. Muito devido a citação no filme, mas principalmente pela qualidade da sua música, uma mistura inovadora de Folk, Britpop e Trip Hop recheado de samples que parece estar ficando mais atual com o passar dos anos. A Beta Band não vendia discos porque fazia música 10 anos a frente de seu tempo.

Clipe raro de “Inner Meet Me” do disco “The Three EPs” (tirado de VHS)

Cena do filme Alta Fidelidade





Planeta Terror, um ótimo filme ruim

12 11 2007

Lembra do “Cine Trash”, aquele programa em que o Zé do Caixão rogava pragas do tipo: “Se você mudar de canal, amanhã vai acordar com a boca cheia de formiga e com a barriga cheia de verme”? E o programa “Contos de Thunder”, que passou na MTV no final dos anos noventa, lembra? Então, Robert Rodriguez fez “Planeta Terror” inspirado nos mesmos filmes trash que passavam nesses programas.

A trama do filme é clássica. Um vazamento de gás tóxico em uma base do exército acaba transformando boa parte da população do Texas em zumbis sedentos por sangue e carne humana. Uma minoria não infectada tenta fugir usando todas as armas disponíveis, e o resultado é uma chuva de sangue muito parecida com aquelas que vemos nos videogames. Entre os fugitivos estão alguns dos personagens mais bizarros da história do cinema, como um traficante que coleciona bagos de traidores, a stripper Cherry que perde uma perna e passa a usar uma metralhadora como prótese, seu misterioso namorado chicano El Wray, uma anestesista lésbica mãe de família e um cozinheiro que, mesmo em meio a um ataque zumbi continua obcecado por sua receita de molho para churrasco. Quentin Tarantino faz uma pequena mas bombástica participação no papel de um soldado que vira zumbi.

Rodriguez usou de vários artifícios técnicos para deixar “Planeta Terror” parecendo um original filme de horror “B” dos anos 70. A imagem é “riscada” e cheia de imperfeições características de um rolo de filme desgastado, que está sendo projetado há muitos anos. Uma queima de filme que acontece durante uma cena de sexo entre Cherry e Wray. Uma mensagem fictícia pedindo desculpas pela perda de um rolo do filme, assinada pela gerência. Tudo para fazer o espectador se sentir dentro de uma sala de cinema barata onde esse tipo de filme costumava passar (conhecidas nos Estados Unidos na década de 70 com Grindhouses). Outra curiosidade é o trailer do filme falso “Machete” que passa antes de “Planet Terror”, Rodriguez gostou tanto da idéia do trailer que está produzindo um filme de verdade que deve sair em 2008.

Originalmente “Planeta Terror” e “Death Poof” de Quentin Tarantino (que ainda não está em cartaz no Brasil) foram lançados juntos, como dois filmes média metragem com o título “Grindhouse”, mas fora dos EUA ganharam alguns minutos a mais para serem lançados separadamente. Agora é esperar pelo filme do Tarantino e torcer para que seja tão bom (ou tão ruim?) quanto “Planeta Terror”.

Para quem gosta de: Evil Dead, Evil Dead II, Um Drinque no Inferno, Plano 9 do Espaço Sideral, A Noite Dos Mortos Vivos e Kill Bill.

Site Oficial de “Planeta Terror”

Trailer de “Grindhouse” com cenas de “Planet Terror” de Robert Rodriguez e “Death Proof” de Quentin Tarantino





Radiohead.Tv parte 2. Agora é pra valer

10 11 2007

Parece que o WebCast de ontem foi só um teste. Hoje o Radiohead transmitiu mais vídeos por um novo canal da Radiohead.Tv e finalmente tocou músicas do “In Rainbows”. A banda estava de bom humor e chegou até a apresentar alguns números cômicos como, por exemplo, um vídeo de “Jigsaw Falling Into Place” em que eles estão usando capacetes de ciclista com câmeras!!! Inusitado, não? Eles também fizeram dois covers, “Ceremony”, B-Side do Joy Division que teve sua versão mais conhecida gravada pelo New Order e “The Headmaster Ritual” do Smiths. Será que amanhã tem mais?

“BODYSNATCHERS” ao vivo no estúdio

15 STEP” vs. SE7EN – um vídeo com imagens do filme “Seven” e
Thom Yorke no papel da famosa surpresa final.

“FAUST ARP” acústico ao ar livre

“JIGSAW FALLING INTO PLACE” com capacetes de ciclista/câmera

“RECKONER” ao vivo no estúdio

“CEREMONY”, cover do Joy Division/New Order

“THE HEADMASTER RITUAL”, cover do Smiths